Bio

Hapax significa a instantaneidade do instante. Pelo Aurélio, “palavra de uma língua extinta de que se possui um só exemplo: (forma abreviada do grego)”  hápax legomenon “coisa dita uma única vez.”.

O Hapax tem nove anos de existência e surgiu a partir de um desejo real de interferência no meio público urbano. O Trabalho inicia-se em 2001 com uma performance-instauração no bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro, executada nas noites de sexta-feira durante 8 meses. Sua pesquisa é realizada sobre restos de ferro, sucata industrial, objetos capazes de criar e apresentar a sonoridade e os timbres de uma música urbana, pop e experimental. Músicas feitas com samples e programação eletrônica, mixadas com os objetos – verdadeiros ready-mades, assemblagens elaboradas com resíduos provenientes dos mais diversos parques tecno-industriais que são construídos e desconstruídos durante as performances.

A partir de 2005, o grupo da uma pequena guinada na sua produção criando ambientes imersivos e objetos sensorializados. Em 2007 dá início a sua pesquisa com GPS, criando um sistema único para transformar ações urbanas em sons e músicas.  Algumas das obras que fazerm parte desta pesquisa: “Instantanedade do Instante”, “Burro Sem Rabo”, “Burro sem rabo- a cidade será tocada” e a série de videos “Pode”.

Traçando sempre um percurso híbrido, o grupo Hapax criou ao longo de sua existência uma poética aplicada a diversas linguagens – como a intervenção urbana, a musica, a escultura/objeto, performance, etc. Em todos os campos o que está em jogo é uma constante investigação do som, dos corpos sonoros, produtores e receptores de ruídos que compõem o ambiente no espaço público, na cidade. O Hapax lança a cidade contemporânea numa ação lúdica e performática a paritr de sua sonoridade.

Hapax é composto pelos artistas Daniel Castanheira, Ericson Pires, Ricardo Cutz e o programador Leonardo Póvoa. Com formações e carreiras em  diversas áreas – poesia, música, teatro, cinema e artes visuais, engenharia, cartografia e logística – o grupo se define como um coletivo de arte. Usa como ferramenta em seus trabalhos um amplo mosaico tecnológico, tensionando  hitech e  lowtech : samplers,  sensores, sintetisadores, baterias eletrônicas, rádios uhf, praticamente todo e qualquer aparato eletro-eletrônico capaz de produzir som, faz parte do repertório acionado pelo  grupo.
Nesses nove anos, o coletivo participou de múltiplos eventos e ações dentre os quais se pode destacar: Circuito Interações Estéticas, Funarte, Sp, Rs, BH e PE/2010; “DF além da Fronteiras”, Atelier Aberto, BSB/2010; Residências Estéticas em pontos de Cultura, Funarte/RJ/2010; Exposição Individual “Transitante’, Centro Hélio Oiticica/Rj/2008; Arte.Mov -2007, curadoria Lucas Bambozi; a exposição “Abre Alas 2006” da galeria A Gentil Carioca (RJ/2006); abertura do centro cultural da Caixa Econômica Federal (RJ/2006); mostra “Corpos Virtuais: arte e tecnologia”  no Centro Cultural Telemar curada por Ivana Bentes (RJ/2005); a primeira perfomance interativa via satélite no Brasil em parceria com o video artista Eder Santos, no evento Nokia Trends  curado por Lucas Bambozzi (SP/RJ/2005); Festival Rio Cena Contemporânea (RJ/2003/2005); o espetáculo teatral As Fenícias no teatro Oficina (SP/2002); o Panorama de Arte Contemporânea do MAM  (RJ/SP/BA/2001/2002). Além disso, o grupo se apresentou em várias casas de shows, festas e festivias de música como  Brasilia Music Festival (DF/2004), Motomix (RJ/2004), Forum Mundial Social (RS/2003), RecBeat (PE/2002), Cep 20.000 (RJ / de 2001 a 2005), Casa das Caldeiras (SP/2004), Studio SP (SP/2005), Circo Voador (RJ/2004/2005) e teatro Rival (RJ/2005), tendo lancado o disco O que esta acontecendo (2005), pelo Selo paulista Mundo Perfeito  com distribuição nacional pela Tratore

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